domingo, 25 de dezembro de 2011

A lo lejos

Ontem, dia (25/12/11), conversava-mos como se fosse pela última vez. Uma parte de mim que foi criada em seu coração estava dando Adeus.
Em um momento descontraído, ela disse-me: "Dicen que  si deseas algo con todas tus fuerzas y aprietas fuerte los ojos, cuando los abres se te cumple. Yo vivo con los ojos cerrados".

Logo, estava por vir em meus olhos o derramar de muitas lágrimas ao ouvi-lá dizer: "... Que por alguna razón, Dios quiso que tu y yo nos conocieramos. Debo elegir entre hacer de cuenta que no vi a nadie o seguir. No quisiera pensar en ti maás que lo necesario..."  "... Me tengo que olvidar...

Nossos corações separavam-se de uma ocasião criada ao longe, todavia, próximos por uma webcan. Se fosse possível naquele momento, nos abraçaríamos.  Portanto, chegou a hora de nos despedir, e a vejo escrever as últimas palavras: "Me tengo que ir. Mucha felicidad para ti y los tuyos en esta noche tan especial". Eu lhe agradeci com um obrigado. Ela me desejou na conversa o último abraço e que as coisas que lhe desejei fosse para mim da mesma forma.

Em seguida: *** acysa's IC window is closed

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Das coisas do silêncio

Passei horas em silêncio, todavia, aqui dentro em minha mente permanecia falando.

sábado, 26 de novembro de 2011

Levados pelo vento

Quero você de volta para que me abrace.Quero você de volta para que me diga as coisas que gosto de ouvir. Me fale das coisas do vento.O que ele soprou em seus ouvidos em todo esse tempo? Para aonde o vento te conduziu? Tua voz trilha meu caminho, tua voz é meu caminho. Me abraça agora! Dai-me um abraço como se fosse o último.

 Te procurei em todos os lugares e o que via era apenas ilusão de uma alma ferida por tua ausência. Estou ferido de amor por ti. Tua ausência transpassou minh'alma. Um rio de lágrimas corria do meu rosto; eu me perguntava, por que choro? Por que estou assim...?

Me abraça mais uma vez. Não deixes que o vento te leve de volta, pois, eu te amo. Venha! Coma e beba de mim. Desfrute de tudo aquilo que você sente falta. Se embriague do meu amor, e caia embriagada neste oceano que é teu.

Venha e repousemos, para que juntos sejamos levados pelo vento.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O vento


O vento me chama. Sou atraído por ele. Para junto dele corro, pois, ao seu lado quero estar. Ele mostra seus sinais de que também quer estar comigo: Ele sopra as folhas das árvores, corre ao jardim, espalha o pó do chão... Para aonde estás indo? Onde verei teus sinais novamente? Irás voltar? 

Não me deixe. Venha, tenho algo para compartilhar. Pegue aqui essas lágrimas, beba aqui essa dor, vista esse manto pesado que carrego por não ser compreendido... Ouça meu silêncio que incomoda feito um grito. Eu sou isso e tu és o vento.

Para me compreender é preciso ficar, é preciso vestir-se de mim mesmo. Não podes fechar os olhos, só eu. Não se vá. Deite-se comigo e me ouça chorar. Você não pode chorar, eu posso. Você não sabe o que estou sentindo, por isso peço para que fique. Tome aqui meus ouvidos e por uma só noite me ouça.

Percebo que queres ir. É tarde eu sei, mas cinco minutos se ficares apenas, mudará o rumo de toda a minha vida. Eu sei que queres ir; pois, vai que entenderei. Eu sei que tu és o vento e eu tudo isso que te falo.

Volte-se para o ar, os mares, as flores... Isso é o que você é, e não podereis deixar de ser. Não te direi Adeus, porque nunca irás saber o que isso significa. Apenas vá!. Se pensares voltar estarei aqui.

Vá! Vá! Pois, eu sou isso e tu és o vento.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Das coisas que sempre quis dizer

Das manhãs desejosas que tive, quis sempre ouvir seus passos pela entrada da escola. Dos passos suaves que dava a harmonia do seu riso eu contemplava-os. Do seu gesto singular rindo para mim; era um convite a passear nos bosques Divino.

 Do encanto de suas mãos, Derlanie é a coisa mais doce para mim. É a música eterna aos meus ouvidos o seu nome.

 Da vontade extrema que tenho a lhe falar de meus anseios, calo-me diante dos seus olhos castanhos claros. Em seu colo fico em silêncio, impedido de falar pelos seus beijos. Ela e eu nos beijamos até ser produzido a fragrância de um amor verdadeiro.

 Ela e eu nos perdemos um do outro para nos encontrar-mos aos fortes abraços. Das manhãs desejosas que tive, quis sempre ouvir seus passos pela entrada da escola. Dos passos suaves que dava a harmonia do seu riso, nunca tive coragem de dizê-la estas coisas.

Estação do Metrô Barro

Eu caminhava distraído no corredor da Estação de Metrô Barro. Para a minha sombra era o local que eu sempre olhava. Não enxergava mais nada além de coisas insignificantes. Dei alguns passos e junto com minha sombra sentei. Ficamos em silêncio por pouco tempo, até sermos atraído pelos olhos irradiante de Allana. Ao que nos parece nos comunicamos apenas por sinal. Aqueles dois acenos que fizemos foram como a mais longa conversa. No silêncio que ficamos, falava nossa alma pela janela dos olhos. Aquele olhar eramcomo flechas na mão do arqueiro, que ao longe não tinha obstáculos entre o trem que passava para me acertar. Vinha meu trem rumo ao terminal Recife, e apanhei um rumo ao coração de Allana.

sábado, 22 de outubro de 2011

Na refeição da tarde

Eu estava para fazer minha refeição da tarde só; até que em minha volta senti seus passos. Como fui descortês com ela, nem percebi sua mão ocupada, pois a deixei sentar sem antes ter puxado a cadeira para ela.

Esta descontração foi pelo fato como ela me olhava, e seu pedido que pela primeira vez ouvia: - Posso sentar com você Nino? Como eu queria deixar de comer naquele momento só para vê-lá mastigar... Ela sorria para mim com coisas que eu a dizia.

Ela levava à boca com a mão esquerda a comida, e a cada vez que fazia isso, logo sorria. Como era linda a repartição que fazia com o feijão, o arroz, a verdura verde que trazia proteínas para seu corpo, o corte com a mão direita na carne.

Seu olhar só desviava de mim para por comida ao talher e eu só parava de falar para por comida à boca. Ela precisou ausentar-se para pegar um doce da sobremesa, enguanto eu me deliciava em sua presença.

Desta vez quando regressou não se sentou, todavia em pé, dizia as últimas palavras, que por sinal se retira deslizando sua doce mão sobre meu ombro.

No silêncio da madrugada

Em um quarto deitado tenho como companheira o silêncio da madrugada. A madrugada canta meus sentimentos. O assobio noturno rege a orquestra sentimental e a platéia do meu eu retribui com lágrimas.

O choro se derrama em apresentação após a abertura das cortinas de dor. Um choro desenfreado escorre pelo meu rosto e os soluços incessantes entram em composição com minhas lágrimas.

Os sussurros e gemidos num desconfortável repouso clama ao socorro Divino, até que venha o alivio em meu peito.

domingo, 2 de outubro de 2011

Nos braços de ALLANA

O sol dos teus olhos esconde-se por detrás dos meus, até que as nuvens dos teus cabelos envolvidas sobre o céu de minha cabeça fazem com que tuas lágrimas como chuva caia sobre o solo do meu peito.

E dizes-me: - Onde repousarei? Onde passarei esta noite?

Fiz de mim uma noite para que o vento noturno da minha voz te conduza ao céu estrelado do meu amor. E a claridade da noite mostre o caminho que percorrereis ao lugar de repouso de meus eternos beijos.

Ouvindo teu clamor, percorri terras, céus, mares a procurar-te. No início de minha procura pela terra escrevi com os dedos sentimentais a letra "A", passando por espinhos e subindo montanhas escrevi dois "LL's"; atravessei o mar onde à margem dela escrevi outro "A". E aos gritos pronunciei um "N" que ecoava pela extremidade terrestre. Um espinho da montanha que trazia escrevi em meu peito o último "A".

O nome "ALLANA" que escrevia em meu peito fez-me desabar em teus braços. E aos beijos aliavas minha dor... Ressuscitando-me aos desejos da tua pura beleza.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Você me tortura!

Tu me feres, me queima, me sara
Tu me saras, me queima, me fere
Tu me queimas, me fere e me mata.

Anotações perdidas

Decidi colocar esta anotação que se encontrava perdida em alguma página de caderno que fiz no feriado de São João. Indefinida talvez, incompreensivo acredito, mas segue o direito de se expressar.

Afirmações, discordâncias na maior parte da conversa. Na minha tentativa de escrever algum texto poético, filosófico ou algo que possa ser analisado de forma crítica, sou interrompido ao ponto de dar risadas de maneira silenciosa... Ao que me parece o assunto se estenderá ao findar da noite.
Deu-me vontade de participar das discussões, mas quais contribuições terão meu pensamento? Certamente aumentaria as divergências. Quando chegar ao ponto final desta conversa, não sei com que letra se iniciará o próximo parágrafo.
Vou parar por um momento de escrever aqui, pois me senti desafiado.
(Retorno onde estava após uma hora e quarenta e cinco minutos) O que se seguiu? O que estava em discussões: Fé, Deus, religiões, sonhos de maneiras diferenciadas das quais estamos acostumados ter.
Agora me resta dormir, pois sei que terá continuidade desta gozação.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Bem me quer, mal me quer

Quantas dores na medida em que vejo estas flores:
De dia vejo o sol, de noite sinto as dores.
No bem me quer, no mal me quer muitos rumores;
Se escolheres o amor te sobra os desamores.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Círculo vicioso


Ele está sentado em um banco da Praça. Sua perna esquerda cruza sobre á direita e as mãos ajustam o agasalho preto que contém um complemento de um capuz. Ele observa seus sapatos, mesmo estando com pouca visibilidade por ser noite, aproximadamente 23h45min, percebe o seu brilho. Por estar só sente a necessidade de acender um cigarro. Suas mãos apalpam os bolsos para não ter de por a mão em cada um deles. Dentro da segunda camisa de botão encontra seus cigarros estando seu isqueiro já à mão.
Ele põe o cigarro na boca e com o polegar esquerdo gira sobre a superfície do isqueiro. O vento sopra, então, ele retrai o cigarro da boca e observa o mover-se das folhas secas. Logo, sua atenção volta em acender o cigarro. Antes um sorriso insignificante de sua tolice em observar as folhas e algumas palavras pronunciadas consigo mesmo.
Ele retorna á acender o isqueiro, o fogo chega á aquecer a ponta do cigarro quando é interrompido por um andar diferenciado. Uma morena da cor da noite trajando um vestido vermelho decotado, e curta até os joelhos. Ela comete um erro inocentemente: soltar os cabelos na frente de um fisionomista nato e doentio.
O homem deixa tudo o que lhe pertence no banco e a segue. Aquela pele morena, cheirando a creme de cacau, seus cabelos longos um pouco acima das nádegas, o nariz afilado acompanhado com os lábios carnudos de uma pessoa negra, torna-se sua cobiça. Dentre outras mulheres ele a reconhecia.
Põe seu capuz e acelera seus passos. Seus batimentos cardíacos aceleram, suas pupilas delatam, as mãos suam, os lábios secam... Novamente sente o desejo de fumar. Procura o cigarro e percebe que os deixou no banco. Volta esquecendo por um momento a pessoa a quem procurava, senta-se no banco, põe o cigarro novamente na boca e com o polegar direito passa sobre a superfície do isqueiro quando novamente o vento sopra...

Jaz o falecido

Seus olhos não mais se abrirão.
De sua boca nenhum som nenhum gemido.
Seus ouvidos perde a percepção do som,
Sua alma transcende. Que Deus o tenha diz à língua que ainda vive.

Levam seu corpo como que não quisessem fazer isso. A cada passo muitas lágrimas, a cada lágrima nenhum consolo. As orações pedem ao Senhor que o traga de volta. Velas, terços, orações do Pai nosso não traz de volta o bem querido.

Basta morrer um para que todos morram junto com ele. No momento final muita dores, choro, desmaios, flores etc. O olhar fixo no caixão fechado imaginando que esteja vazio. Tudo volta a realidade quando se percebe no momento em que descem o caixão.

Tudo naquele momento e como se fosse a última coisa. A última coisa é como se fosse à primeira. De mãos dadas e caminhando lentamente voltam para casa.

Em casa falta algum lugar à mesa. Em casa falta algum lugar na cama. Até que se compreende que jaz o falecido.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Jaqueline

Por que me trazes aqui Jaqueline? Para me perturbar com sua ausência?

Que queres de mim? Despedaçar meu coração já conseguiu.

Por que você me pede para escrever sobre ti? Se tua história passa no meu coração.

Que necessidade é essa de se fazer conhecida entre os homens ó minha donzela?

Tua ausência faz-me procurar-te por caminhos sem rumos... Incansável e sedento saio á procurar-te.

Pelas estradas da loucura, saio desesperado procurando as razões do porque te amo. As razões do porque tua ausência me aflige. Sinto teu doce perfume no aroma das rosas. Já estou com as narinas aguçadas; e a cada momento em que suspiro teu perfume nas rosas sinto que me aproximo de ti.

Tua ausência são os espinhos que me fere a alma. Enlouqueço ó fragrância das rosas, quando grito por ti e não me ouves.

Como te encontrarei se és minha visão? Nas profundezas? Nas alturas? Diga-me como, pois, só tenho lembranças de teu perfume. Tua ausência faz-me procura-te dia e noite; e quanto mais te afasta de mim, mais te amo ó desejo de meu coração.

Até quando ficarás ausente? Até quando se esconderás de mim? Minha vida se vai como as águas dessem o rio e retorna no desabrochar das rosas. És minha rosa e trago sobre mim as pétalas de teus cabelos.

Já é noite e; nesta noite estou morrendo. Quero ao menos Jaqueline, que atendas meu pedido. Que minhas cinzas seja colocada em tuas raízes para que ao amanhecer eu nasça junto a ti.