terça-feira, 24 de maio de 2011

Jaqueline

Por que me trazes aqui Jaqueline? Para me perturbar com sua ausência?

Que queres de mim? Despedaçar meu coração já conseguiu.

Por que você me pede para escrever sobre ti? Se tua história passa no meu coração.

Que necessidade é essa de se fazer conhecida entre os homens ó minha donzela?

Tua ausência faz-me procurar-te por caminhos sem rumos... Incansável e sedento saio á procurar-te.

Pelas estradas da loucura, saio desesperado procurando as razões do porque te amo. As razões do porque tua ausência me aflige. Sinto teu doce perfume no aroma das rosas. Já estou com as narinas aguçadas; e a cada momento em que suspiro teu perfume nas rosas sinto que me aproximo de ti.

Tua ausência são os espinhos que me fere a alma. Enlouqueço ó fragrância das rosas, quando grito por ti e não me ouves.

Como te encontrarei se és minha visão? Nas profundezas? Nas alturas? Diga-me como, pois, só tenho lembranças de teu perfume. Tua ausência faz-me procura-te dia e noite; e quanto mais te afasta de mim, mais te amo ó desejo de meu coração.

Até quando ficarás ausente? Até quando se esconderás de mim? Minha vida se vai como as águas dessem o rio e retorna no desabrochar das rosas. És minha rosa e trago sobre mim as pétalas de teus cabelos.

Já é noite e; nesta noite estou morrendo. Quero ao menos Jaqueline, que atendas meu pedido. Que minhas cinzas seja colocada em tuas raízes para que ao amanhecer eu nasça junto a ti.

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