sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Oficineiro ou Sócio-educador?

Antes um esclarecimento do tema. Esta indagação refere-se senhores leitores e leitoras a uma questão trabalhista; no sentido do fato que é exercida nossa função e o motivo de como é assinada na nossa carteira de trabalho. Talvez você não entendeu ainda. Vamos lá então!

Que paralelo funcional sócio-pedagógico tem a palavra oficineiro? Talvez você já tenha neste momento feito a junção das duas palavras (Oficineiro e Sócio-educador), antes que eu viesse dar qualquer esclarecimento do assunto e concluído também sem que eu desse minha opinião e achado que preferiria ter a carteira assinada como sócio-educador porque no mercado de trabalho a pessoa seria reconhecido com mais eficiência do que oficineiro.

Mas, oficineiro de que? O que vem a ser isso? Talvez eu pudesse responder essas questões, no entanto você mesmo que estar lendo este texto ira responder, apenas colocando na balança da educação e comparar qual das duas medidas tem maior peso. Eu também concordo que é Sócio-educador.

Desfaforecimento? Visão redutiva na capacidade do reconhecimento pedagógico? Questão voltada para o investimento monetário para a rede superior? Quem está acima do sócio-educador (Que ainda é considerado oficineiro)?

Modelo capitalista em pele socialista no favorecimento do próprio bolso ao invés da educação? Bem eu gostaria de parar minhas indagações no momento, pois vejo que o pensamento está se direcionando para um discurso duro; e isso no mínimo poderia levar como nos tempos antigos em que as obras escritas quando incomodava a supremacia sua obra eram queimadas (com exceção de que meu texto não pode acontece isso) ou então reunir todo o povo á ouvir minha defesa (onde estou disponível se no caso venha ocorrer isso).

Nesta linha quero dedicar o texto escrito á pessoa especial de (Jaqueline) e todos que um dia quiseram falar e indagar desta forma. Estou me referindo aos oficineiros, aliás, aos sócio-educadores.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Riso

Ela desejou meu sorriso estampado num retrato pra poder ver. Como poderei estampar meu riso numa foto si só consigo rir contemplando-a? A imensidão de seus cabelos castanhos, solto derrama-se sobre sua face como a cor do luar, cobrindo às vezes o brilho dos seus olhos repousando em seu nariz afilado esculpido pelas mãos do escultor do Universo.

Suas pálpebras movimentavam lentamente de maneira infindável em busca de um fraguimento de meu riso. Não sei o porquê ela deseja meu sorriso, já que o seu está banhando de amor. Espetáculo é o abrir de sua boca e fascínio é o seu riso, alegro-me em passear em seus lábios vermelhos naturais e observar as moléculas provocadas pelo sol, brotando como o orvalho completando mais um espetáculo.

Seu queixo? O que falar dele? Ele é o ponta pé inicial onde começo a me perder na iniciação da contemplação de todo o seu corpo. O que falar de suas mãos? Ainda a sinto deslizando com suavidade e esplendor desde a última vez que ela me tocou.

Minha visão acompanhou seu último andar, e seu desejo o meu último sorriso...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Na mesa consigomesmo

Fui à mesa em companhia de meus sentimentos... Puxei a cadeira calmamente para que minha vida sentasse com grande espetáculo e de forma solene e única na cadeira da reflexão. Puxei-a junto a minhas pernas até onde achei confortável.

Meus sentimentos após tomar um drink de lembranças passadas; dizia já embebedecido que a vida é cheia de circunstâncias. Enquanto meus pensamentos sensacionalistas embriagavam-se nos drinks da vida, achei que deveria acompanhá-lo, mas, não tomando um drink, porém saciando minha fome nos pratos da alegria.

Quem pode saciar meus desejos? Quem sentará comigo á mesa se só tenho para compartilhar complicações da vida? Incomodado com essas duas indagações e outras que não citei, meus sentimentos incomoda-se, angustia-se, e perturbado decide retirar-se da mesa dando o último gole no cálice da incompreensão, então, sai sem me compreender deixando-me mais uma vez só.

Finício


Angustiado, incomodado, apreensivo e de sobre modo sendo torturado pela produção dos meus pensamentos; para escrever depois de duas horas o início de minhas lamentações. Por fim consegui então, escrever o fim dela.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Os cinco sentidos e um pouco mais


Grita estrondantemente de forma abusiva, agressiva e saltitante para que ninguém te ouça

Contempla este céu azul e sua infinidade de estrelas com teus olhos cegos

Ouvi as entonações clássicas das águas... Descendo os rios com ouvidos surdos

Toca a face de tua amada sem ter o consentimento de como ela seja

Joga a fragrância pro ar e suspira com toda a força dos pulmões e perceberás que não irás sentir nenhuma fragrância

Corre incansavelmente como um leopardo nesta estrada de insignificância para que não possas alcançar o fim dela

Pula com toda a tua força com o objetivo de alcançares o céu, mas, faz, sabendo que não passarás do limite de tua cabeça

Voa com tuas “asas” sem levantar voo, e aterrissa sem antes ter voado

(...)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Em memória

Não sou um teatrologo, mas, quero dedicar este texto ensaio em memória as pessoas que sofreram pelas enchentes em Pernambuco e Alagoas.

Homem- Tem fé mulher! Tem fé que Deus vai nos tirar daqui.

Mulher- Homem! Tais vendo que as águas levam tudo que temos.

- O céu troveja, relampeia. O dia nasce, morre o dia e pedes que eu tenha fé?

- Onde tá Deus homem, pra nos tirar desse lamaçal? A chuva não da trégua sobre nossa cabeça... O vento castiga com toda maldade sem cessar um só momento o seu sopro, impedindo homem, que teu filho possa ver pela última vez o boneco de madeira que fizeste sendo levado pelas águas.

Homem- Tem fé mulher! Pois chegará o dia em que essas águas se tornaram em bonança e que este vento soprará a nosso favor... O sol dará seu brilho e vamos contemplar mulher que Deus vai nos tirar daqui.

Mulher- Sair deste buraco para outro buraco? Sair desta lama para outra lama? Sair destas águas para outras águas? Homem! Não aguento mais; as águas não removem muinho para trazer de volta o que perdemos.

- Esta enchente levou junto com o que perdemos os meus sonhos, meus projetos, minha alma, minha vida. Estou bem certo homem, o que nos resta agora é só a morte.

Homem- Mulher eu também acho! O que eu sonhava virou um destroço, tornaram-se águas sob águas, lama sob lama... Também acho que agora o que nos resta é a morte.

Menino- Pai! Mãe! Tenham fé! Tenham fé que Deus vai nos tirar daqui!.

sábado, 18 de setembro de 2010

Do Pó á Psique da Psique ao Pó


Um suspiro profundo trazendo atona lembranças da vida. Vida! Vida que surge das nascentes das idéias que deságua nos rios dos enigmas da consciência; levando o misterioso ser sustentado pelas indagações da dicotomia e tricotomia.

Ó corpo mortal! O que te sustenta quando te é retirado o sopro de vida? Que continuidade terás se tu voltas ao pó?

Ó ser complexo e enigmático! Estais rodeados de mistérios e rastros de indagações. Ó tu que confundes mentes brilhantes... Até onde e quando abriram teu corpo para desvendar um pingo da eternidade que contém dentro de Ti?

Ó misterioso ser! Beleza encontra-se no fim da tua existência. Em meio a tua beleza arrastas desde o início da criação dúvidas, assombros, incertezas e obscuridade á teu respeito.

Quando tu deitas na cama do necrotério e ali se abri e se envolves naquele lençol branco; todos pensam que ali é teu fim! Neste teu gesto que acabei de citar, tu deixas profundas marcas, oceanos de saudades, universos de ausências, caminhos de esperança...

Ó ser pensante! Porque não podes gritar quando voltas ao pó? Porque não tens forças quando és dissipada pelo vento, espalhando-se na extensão do teu próprio corpo?

Ó corpo mortal! És como o nascer e o morrer do dia. Tu nasce e todos se alegram com teu nascimento; tu morre e também morre contigo aquele que ti viu morrer.

Ó ser complexo e único! Nada se compara a ti, pois tu diferencia-se de toda a criação. És idêntico em imagem e semelhança ao Deus da Criação.

Espetáculo da criação sois, exclusividade do Criador és. Aqui escreverei teu fim; pois sei que nasce a incerteza e morre a certeza... Surge a esperança da solidão castigante da tua vida desértica, seca pela mendigação que á dentro de ti, em busca da essência do pingo da eternidade.

Ó corpo mortal! No fim que pode ser trágico, veneras embora sem crer, no último suspiro consciente ou inconsciente o último pedido ao Deus da vida.

Ó ser complexo e único! Só tu podes decidir onde passaras a eternidade. Decide logo antes que feches os olhos e vires pó!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Imagino


Imagino. Imagino seus doces passos nas areias brancas da praia de Itapuama vindo ao meu encontro
Imagino a beleza do seu riso ao anuciar seu nome
Imagino o cheiro do seu perfume correndo ao meu encontro para me abraçar
Imagino ao ponto de perder a noção do tempo ao ouvir o doce som da sua voz

Imagino. Imagino a ficar perdido a contemplar a cor dos seus olhos
Imagino o vento soprar os seus cabelos, movimentando-os como se fosse a mais bela dança
Imagino amacies da sua mão tocando a minha face
Imagino a delícia do seu lábio tocando o meu

Imagino. Imagino-a cantando suavimente ao meu ouvido
Imagino me perder em sua vida
Imagino ser o seu sonho e sua realidade
Imagino que você queira saber seu nome

Devo dizer. Devo dezer que seu nome significa Graciosa
Devo dizer também que a pode chamá-la de Elegante
Devo dizer que sua Graça é Aline
Devo dizer que continuo a imaginar

Desde então imagino. Imagino... Imagino.

Parabéns companheira!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Da perspectiva Romancista, Filosofica, Poetica e Reflexiva



Papel. Tinta molhada ao bico da pena.
Sentimento escrito pelas lágrimas caida dos olhos do Romancista melâncolico.

Uma vela acesa no pires sobre uma mesa cheias de livros, iluminando os pensamentos obscuros do filósofo.

No findar da gota da iluminosidade daquela luz que proporcionava aquela vela, mergulha o poeta na imensidão da vida, fazendo dos seus conflitos uma poesia.

Papel. Tinta molhada ao bico da pena.
Cala-se o pensador colocando seu cotovelo direito sobre sua coxa esquerda com punho cerrado, ancaixando no seu queixo, esperando mais um pensamento para expor com caligrafias tortas no papel em branco a sua dor.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Da profundeza do abismo


Ouço um silêncio na cavidade do profundo abismo
Vejo um abismo no profundo da sua cavidade
Sinto a cavidade do profundo abismo
Sou o abismo da profunda cavidade.

Ergo-me da calamidade deste profundo abismo
Deste profundo abismo só vejo calamidade
Grito da profundeza deste profundo abismo
E o grito ecoa na profundeza desta profunda calamidade.

Não suporto estar na calamidade deste abismo
Saio deste abismo e desta calamidade
Meu ser se volta para a cavidade do profundo abismo
E neste abismo morro junto com essa calamidade.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Contemplando no espelho do tempo


Contemplo-me fixamente, sim, me contemplo neste quarto escuro e sombrio. contemplo-me com os olhos cansados, trazendo sobre si os fardos de uma história sofrida que se pode enxergar pelos raios de luz que penetra este meu quarto escuro e sombrio.

Estes raios de luz refletem com grande espetáculo quando acompanha o cair de um choro desenfreado; sim, no momento choro, mas, choro porque sou criança, choro porque sou homem, choro porque meu quarto está escuro.

Com um pouco mais de luz vocês veriam melhor o que na escuridão consigo contemplar...

É assim que me contemplo: Calado, às vezes sem esperança, as vezes sorridente, as vezes sonhador. É assim que contemplo este meu rosto com rugas que substituíram a pele macia da minha juventude.

É assim que contemplo esses cabelos brancos que logo substituíram os pretos. É assim que me contemplo, porque não sei me contemplar de outra maneira.

É assim que contemplo e contemplando percebo que a hora passa. Passa sem esperar, e na medida em que passa só a percebo porque carrego em meu punho fragilizado um relógio. Com os ouvidos fragilizados ainda consigo perceber que La fora chove, chove porque aqui dentro também chove...

Estes olhos quase cegos anunciam a vulnerabilidade da fragilidade humana. Caio no poço de fragilidades, e às vezes mergulho num mar de desilusão, querendo me agarrar num bote de insegurança...

Os pés que antes eram firmes hoje vacilam, mas não vacilam tanto por causa da bengala. As rachaduras nos pés e as mãos calejadas contam os anos de vida de um trabalho sofrido.

E é assim que me contemplo fixamente no espelho do tempo, é assim que me contemplo neste meu quarto escuro e sombrio.

Ninogocêntrico

O poema que vem asseguir é de minha autoria, todavia não é de minha intenção colocar pensamentos desta natureza no blog e de ser superior a ninguém, longe de mim esse pensamento. Portanto, foi devido a leitura de um livro de Nietzche (Ecce Homo) que quer dizer (O que a gente se torna o que a gente é), que resultou neste poema. Hoje o coloco no blog para que meu pensamento seja visto e analisado de outro ponto de vista da qual o leitor está acostumado de vê.

Sou um nada no meio de tudo
Sou um tudo no meio do nada
Sou um cisco dentro do olho
Incomodarei até quando me retirares

Sou uma espinha entalada no meio da garganta
Sou um pensador influente na cabeça dos fracos
E dos mais fortes...

Rejeito a mentira e falo a verdade; pois, destruo todo pensamento alheio
Se você não influencia serás por mim influenciado

Quando fores falar comigo cuidado no que irás dizer
Pois, sou um nada no meio de tudo e um tudo no meio do nada.