sexta-feira, 10 de junho de 2011

Jaz o falecido

Seus olhos não mais se abrirão.
De sua boca nenhum som nenhum gemido.
Seus ouvidos perde a percepção do som,
Sua alma transcende. Que Deus o tenha diz à língua que ainda vive.

Levam seu corpo como que não quisessem fazer isso. A cada passo muitas lágrimas, a cada lágrima nenhum consolo. As orações pedem ao Senhor que o traga de volta. Velas, terços, orações do Pai nosso não traz de volta o bem querido.

Basta morrer um para que todos morram junto com ele. No momento final muita dores, choro, desmaios, flores etc. O olhar fixo no caixão fechado imaginando que esteja vazio. Tudo volta a realidade quando se percebe no momento em que descem o caixão.

Tudo naquele momento e como se fosse a última coisa. A última coisa é como se fosse à primeira. De mãos dadas e caminhando lentamente voltam para casa.

Em casa falta algum lugar à mesa. Em casa falta algum lugar na cama. Até que se compreende que jaz o falecido.

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