sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O vento


O vento me chama. Sou atraído por ele. Para junto dele corro, pois, ao seu lado quero estar. Ele mostra seus sinais de que também quer estar comigo: Ele sopra as folhas das árvores, corre ao jardim, espalha o pó do chão... Para aonde estás indo? Onde verei teus sinais novamente? Irás voltar? 

Não me deixe. Venha, tenho algo para compartilhar. Pegue aqui essas lágrimas, beba aqui essa dor, vista esse manto pesado que carrego por não ser compreendido... Ouça meu silêncio que incomoda feito um grito. Eu sou isso e tu és o vento.

Para me compreender é preciso ficar, é preciso vestir-se de mim mesmo. Não podes fechar os olhos, só eu. Não se vá. Deite-se comigo e me ouça chorar. Você não pode chorar, eu posso. Você não sabe o que estou sentindo, por isso peço para que fique. Tome aqui meus ouvidos e por uma só noite me ouça.

Percebo que queres ir. É tarde eu sei, mas cinco minutos se ficares apenas, mudará o rumo de toda a minha vida. Eu sei que queres ir; pois, vai que entenderei. Eu sei que tu és o vento e eu tudo isso que te falo.

Volte-se para o ar, os mares, as flores... Isso é o que você é, e não podereis deixar de ser. Não te direi Adeus, porque nunca irás saber o que isso significa. Apenas vá!. Se pensares voltar estarei aqui.

Vá! Vá! Pois, eu sou isso e tu és o vento.

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