Eu estava para fazer minha refeição da tarde só; até que em minha volta senti seus passos. Como fui descortês com ela, nem percebi sua mão ocupada, pois a deixei sentar sem antes ter puxado a cadeira para ela.
Esta descontração foi pelo fato como ela me olhava, e seu pedido que pela primeira vez ouvia: - Posso sentar com você Nino? Como eu queria deixar de comer naquele momento só para vê-lá mastigar... Ela sorria para mim com coisas que eu a dizia.
Ela levava à boca com a mão esquerda a comida, e a cada vez que fazia isso, logo sorria. Como era linda a repartição que fazia com o feijão, o arroz, a verdura verde que trazia proteínas para seu corpo, o corte com a mão direita na carne.
Seu olhar só desviava de mim para por comida ao talher e eu só parava de falar para por comida à boca. Ela precisou ausentar-se para pegar um doce da sobremesa, enguanto eu me deliciava em sua presença.
Desta vez quando regressou não se sentou, todavia em pé, dizia as últimas palavras, que por sinal se retira deslizando sua doce mão sobre meu ombro.
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