sábado, 22 de outubro de 2011

Na refeição da tarde

Eu estava para fazer minha refeição da tarde só; até que em minha volta senti seus passos. Como fui descortês com ela, nem percebi sua mão ocupada, pois a deixei sentar sem antes ter puxado a cadeira para ela.

Esta descontração foi pelo fato como ela me olhava, e seu pedido que pela primeira vez ouvia: - Posso sentar com você Nino? Como eu queria deixar de comer naquele momento só para vê-lá mastigar... Ela sorria para mim com coisas que eu a dizia.

Ela levava à boca com a mão esquerda a comida, e a cada vez que fazia isso, logo sorria. Como era linda a repartição que fazia com o feijão, o arroz, a verdura verde que trazia proteínas para seu corpo, o corte com a mão direita na carne.

Seu olhar só desviava de mim para por comida ao talher e eu só parava de falar para por comida à boca. Ela precisou ausentar-se para pegar um doce da sobremesa, enguanto eu me deliciava em sua presença.

Desta vez quando regressou não se sentou, todavia em pé, dizia as últimas palavras, que por sinal se retira deslizando sua doce mão sobre meu ombro.

No silêncio da madrugada

Em um quarto deitado tenho como companheira o silêncio da madrugada. A madrugada canta meus sentimentos. O assobio noturno rege a orquestra sentimental e a platéia do meu eu retribui com lágrimas.

O choro se derrama em apresentação após a abertura das cortinas de dor. Um choro desenfreado escorre pelo meu rosto e os soluços incessantes entram em composição com minhas lágrimas.

Os sussurros e gemidos num desconfortável repouso clama ao socorro Divino, até que venha o alivio em meu peito.

domingo, 2 de outubro de 2011

Nos braços de ALLANA

O sol dos teus olhos esconde-se por detrás dos meus, até que as nuvens dos teus cabelos envolvidas sobre o céu de minha cabeça fazem com que tuas lágrimas como chuva caia sobre o solo do meu peito.

E dizes-me: - Onde repousarei? Onde passarei esta noite?

Fiz de mim uma noite para que o vento noturno da minha voz te conduza ao céu estrelado do meu amor. E a claridade da noite mostre o caminho que percorrereis ao lugar de repouso de meus eternos beijos.

Ouvindo teu clamor, percorri terras, céus, mares a procurar-te. No início de minha procura pela terra escrevi com os dedos sentimentais a letra "A", passando por espinhos e subindo montanhas escrevi dois "LL's"; atravessei o mar onde à margem dela escrevi outro "A". E aos gritos pronunciei um "N" que ecoava pela extremidade terrestre. Um espinho da montanha que trazia escrevi em meu peito o último "A".

O nome "ALLANA" que escrevia em meu peito fez-me desabar em teus braços. E aos beijos aliavas minha dor... Ressuscitando-me aos desejos da tua pura beleza.