quinta-feira, 29 de julho de 2010

Da perspectiva Romancista, Filosofica, Poetica e Reflexiva



Papel. Tinta molhada ao bico da pena.
Sentimento escrito pelas lágrimas caida dos olhos do Romancista melâncolico.

Uma vela acesa no pires sobre uma mesa cheias de livros, iluminando os pensamentos obscuros do filósofo.

No findar da gota da iluminosidade daquela luz que proporcionava aquela vela, mergulha o poeta na imensidão da vida, fazendo dos seus conflitos uma poesia.

Papel. Tinta molhada ao bico da pena.
Cala-se o pensador colocando seu cotovelo direito sobre sua coxa esquerda com punho cerrado, ancaixando no seu queixo, esperando mais um pensamento para expor com caligrafias tortas no papel em branco a sua dor.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Da profundeza do abismo


Ouço um silêncio na cavidade do profundo abismo
Vejo um abismo no profundo da sua cavidade
Sinto a cavidade do profundo abismo
Sou o abismo da profunda cavidade.

Ergo-me da calamidade deste profundo abismo
Deste profundo abismo só vejo calamidade
Grito da profundeza deste profundo abismo
E o grito ecoa na profundeza desta profunda calamidade.

Não suporto estar na calamidade deste abismo
Saio deste abismo e desta calamidade
Meu ser se volta para a cavidade do profundo abismo
E neste abismo morro junto com essa calamidade.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Contemplando no espelho do tempo


Contemplo-me fixamente, sim, me contemplo neste quarto escuro e sombrio. contemplo-me com os olhos cansados, trazendo sobre si os fardos de uma história sofrida que se pode enxergar pelos raios de luz que penetra este meu quarto escuro e sombrio.

Estes raios de luz refletem com grande espetáculo quando acompanha o cair de um choro desenfreado; sim, no momento choro, mas, choro porque sou criança, choro porque sou homem, choro porque meu quarto está escuro.

Com um pouco mais de luz vocês veriam melhor o que na escuridão consigo contemplar...

É assim que me contemplo: Calado, às vezes sem esperança, as vezes sorridente, as vezes sonhador. É assim que contemplo este meu rosto com rugas que substituíram a pele macia da minha juventude.

É assim que contemplo esses cabelos brancos que logo substituíram os pretos. É assim que me contemplo, porque não sei me contemplar de outra maneira.

É assim que contemplo e contemplando percebo que a hora passa. Passa sem esperar, e na medida em que passa só a percebo porque carrego em meu punho fragilizado um relógio. Com os ouvidos fragilizados ainda consigo perceber que La fora chove, chove porque aqui dentro também chove...

Estes olhos quase cegos anunciam a vulnerabilidade da fragilidade humana. Caio no poço de fragilidades, e às vezes mergulho num mar de desilusão, querendo me agarrar num bote de insegurança...

Os pés que antes eram firmes hoje vacilam, mas não vacilam tanto por causa da bengala. As rachaduras nos pés e as mãos calejadas contam os anos de vida de um trabalho sofrido.

E é assim que me contemplo fixamente no espelho do tempo, é assim que me contemplo neste meu quarto escuro e sombrio.

Ninogocêntrico

O poema que vem asseguir é de minha autoria, todavia não é de minha intenção colocar pensamentos desta natureza no blog e de ser superior a ninguém, longe de mim esse pensamento. Portanto, foi devido a leitura de um livro de Nietzche (Ecce Homo) que quer dizer (O que a gente se torna o que a gente é), que resultou neste poema. Hoje o coloco no blog para que meu pensamento seja visto e analisado de outro ponto de vista da qual o leitor está acostumado de vê.

Sou um nada no meio de tudo
Sou um tudo no meio do nada
Sou um cisco dentro do olho
Incomodarei até quando me retirares

Sou uma espinha entalada no meio da garganta
Sou um pensador influente na cabeça dos fracos
E dos mais fortes...

Rejeito a mentira e falo a verdade; pois, destruo todo pensamento alheio
Se você não influencia serás por mim influenciado

Quando fores falar comigo cuidado no que irás dizer
Pois, sou um nada no meio de tudo e um tudo no meio do nada.