"Devo abrir aqui o leque que todos nós já sabemos: a natureza humana-consciente que somos. O homem é um ser pensante e sendo pensante pensa sobre seus atos de maneira consciente. Ele trilhará no caminho da educação desde a aurora de sua vida onde essa educação já lhe ensinará os primeiros passos de sua consciência. E tendo plena consciência da própria consciência, nos tribunais ele o negará se necessário na condição de sua própria defesa. Se o homem é consciente naquilo que faz, porque ele faz tendo consciência de que aquilo que ele ta fazendo é errado? Se tanto ele quanto nós temos consciência da própria consciência porque nos atrevemos em julgar conscientemente a vida dos outros?
Se eu continuar indagando sobre a consciência, logo chegaremos á causa que leva uma pessoa a cometer uma transgressão da lei, analisaremos que a o fator essencial da causa pelo qual ele veio a cometer não é a falta de consciência e sim, a causa da necessidade. Se eu insistir em falar sobre a consciência, imagine quando chegarmos ao banco dos réus! Já estamos sentados nos bastidores assistindo o julgamento, e insisto em indagar com que consciência julga o juiz? Ambos tem consciência do que se está passando. O primeiro, do ato do pré-julgamento e o segundo pelo ato que está sendo julgado, ainda assim o segundo tendo consciência de que errou nega conscientemente.
Sua forma de negar é um fator de que perdeu a consciência? Deixemos de falar da tão citada consciência, pois, não sei mais se o momento em que escrevo está sendo de forma consciente ou se nego á verdade da consciência".