terça-feira, 24 de maio de 2011

Jaqueline

Por que me trazes aqui Jaqueline? Para me perturbar com sua ausência?

Que queres de mim? Despedaçar meu coração já conseguiu.

Por que você me pede para escrever sobre ti? Se tua história passa no meu coração.

Que necessidade é essa de se fazer conhecida entre os homens ó minha donzela?

Tua ausência faz-me procurar-te por caminhos sem rumos... Incansável e sedento saio á procurar-te.

Pelas estradas da loucura, saio desesperado procurando as razões do porque te amo. As razões do porque tua ausência me aflige. Sinto teu doce perfume no aroma das rosas. Já estou com as narinas aguçadas; e a cada momento em que suspiro teu perfume nas rosas sinto que me aproximo de ti.

Tua ausência são os espinhos que me fere a alma. Enlouqueço ó fragrância das rosas, quando grito por ti e não me ouves.

Como te encontrarei se és minha visão? Nas profundezas? Nas alturas? Diga-me como, pois, só tenho lembranças de teu perfume. Tua ausência faz-me procura-te dia e noite; e quanto mais te afasta de mim, mais te amo ó desejo de meu coração.

Até quando ficarás ausente? Até quando se esconderás de mim? Minha vida se vai como as águas dessem o rio e retorna no desabrochar das rosas. És minha rosa e trago sobre mim as pétalas de teus cabelos.

Já é noite e; nesta noite estou morrendo. Quero ao menos Jaqueline, que atendas meu pedido. Que minhas cinzas seja colocada em tuas raízes para que ao amanhecer eu nasça junto a ti.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O sentido das palavras


Não tenho nada para dizer esta noite. Tento escrever, logo, apago ­o que escrevi.


Tentativas para uma frase sem sentido; novamente apago o que escrevo.


Não quero dizer nada que não venha ter sentido, há não ser que, o eu venha dizer sem sentido, tenha sentido para alguma coisa.



Tento compreender o sentido das coisas. Sentidos, sentimentos, sensações... O que são essas coisas? Onde está o sentido dos sentidos, sentimentos e sensações? As explicações não as encontro nos meus livros, não as vejo nestas paredes as respostas que tanto almejo.



O sentido me foge quando necessito. Livros com variações diversas de seus autores. Papeis de ofícios e de cadernos a disposição; canetas pretas, azuis e vermelhas as mãos, porém, nada me traz a compreensão das palavras que eu queira dizer com sentido.



Reúno então, meus papeis. Escolho uma das canetas pretas e utilizo da minha razão moral para escrever em um dos papeis branco com letras maiúsculas que tenho sobre a mesa, que em enfim acho que tenha sentido:



“SENTIDO” é o que escrevo.