sexta-feira, 4 de setembro de 2009

No palco da vida


Olá meu querido, minha querida! Como vocês estão?
Peço-lhes que se acomodem, escolha um lugar para se sentar, pois quero vos convidar para assistir a uma peça teatral. Posso apagar as luzes ou preferem acesas? Ah!!! aceita uma pipoca...? Já que estar tudo em ordem, peço silêncio há todos porque agora, irá subir ao palco da sua imaginação: ele!!! o maior escritor de comédia da França. E agora com vocês Molière.

Como toda pessoa na vida, Molière quis ser alguém na vida. Desejava brilhar como ator trágico nos palcos, resultado: Sua vida foi uma grande tragédia. Desejou escrever peças sérias, mas seu público não as aceitava. A vida trágica que o acompanhava, conseguiu ser apenas um palhaço.
Esse comediante triste no palco da vida apaixonou-se pela principal atriz e com ela se casou. Portanto, não foi amado por ela, estando ela a namorar outros homens.

O drama, as apresentações cénicas cheias de brigas domésticas, que era tão divertidas para o público, era na realidade a apresentação de sua vida que subia ao palco. "Acostumado "com as tragédias de sua vida, Molière tinha perdido dois filhos e o que tinha estava gravemente doente. Os médicos diacnosticaram que esta criança não passaria da noite. No entanto, Molière tinha que ganhar a vida para dar sustento a família e como soldado corajoso ele foi desempenha seu papel no teatro naquela noite. Ao regressar para casa, encontrou seu filho morto. Sua vida era cheia de contradições de que se fazem os dramas reais.
O mais dramático de tudo, porém foi, o último ato de sua vida. Numa fria noite de inverno, do ano de 1676, estava atacado de uma grande inflamação dos pulmões. Os médicos acharam prudente que ficasse em casa. Mas ele não ligou importância ao conselho e foi representar no teatro, como de costume. Naquela noite, sobrepujou-se.
Ao descer o pano, no ato final, o público "pôs a casa abaixo" de tanto aplauso. Mas Molière não podia mais discursar nem naquela, nem em outras noites. Sofreu uma hemorragia justamente logo que o ato acabou. Quinze minutos depois era cadáver.
Essa última peça, na qual representou quando estava tão mortalmente doente, intitulava-se, por extrema ironia, O doente imaginário.

Ouvi certa vez uma história:
Certo homem vai ao médico.
diz que está deprimido
que a vida parece dura e cruel
conta que se sente só num mundo ameaçador.

o médico diz que o tratamento é simples.
o grande palhaço Pagliacci está na cidade esta noite
vá vê-lo, isso deve animar você"

o homem se desfaz em lágrimas.

"mas, doutor",diz ele.
"eu sou o Pagliacci."

Boa piada. Todo mundo ri.
Rufa os tambores. Cortina.

Referêcias: Maravilhas do conhecimento humano.
Watchaman o filme