sábado, 26 de novembro de 2011

Levados pelo vento

Quero você de volta para que me abrace.Quero você de volta para que me diga as coisas que gosto de ouvir. Me fale das coisas do vento.O que ele soprou em seus ouvidos em todo esse tempo? Para aonde o vento te conduziu? Tua voz trilha meu caminho, tua voz é meu caminho. Me abraça agora! Dai-me um abraço como se fosse o último.

 Te procurei em todos os lugares e o que via era apenas ilusão de uma alma ferida por tua ausência. Estou ferido de amor por ti. Tua ausência transpassou minh'alma. Um rio de lágrimas corria do meu rosto; eu me perguntava, por que choro? Por que estou assim...?

Me abraça mais uma vez. Não deixes que o vento te leve de volta, pois, eu te amo. Venha! Coma e beba de mim. Desfrute de tudo aquilo que você sente falta. Se embriague do meu amor, e caia embriagada neste oceano que é teu.

Venha e repousemos, para que juntos sejamos levados pelo vento.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O vento


O vento me chama. Sou atraído por ele. Para junto dele corro, pois, ao seu lado quero estar. Ele mostra seus sinais de que também quer estar comigo: Ele sopra as folhas das árvores, corre ao jardim, espalha o pó do chão... Para aonde estás indo? Onde verei teus sinais novamente? Irás voltar? 

Não me deixe. Venha, tenho algo para compartilhar. Pegue aqui essas lágrimas, beba aqui essa dor, vista esse manto pesado que carrego por não ser compreendido... Ouça meu silêncio que incomoda feito um grito. Eu sou isso e tu és o vento.

Para me compreender é preciso ficar, é preciso vestir-se de mim mesmo. Não podes fechar os olhos, só eu. Não se vá. Deite-se comigo e me ouça chorar. Você não pode chorar, eu posso. Você não sabe o que estou sentindo, por isso peço para que fique. Tome aqui meus ouvidos e por uma só noite me ouça.

Percebo que queres ir. É tarde eu sei, mas cinco minutos se ficares apenas, mudará o rumo de toda a minha vida. Eu sei que queres ir; pois, vai que entenderei. Eu sei que tu és o vento e eu tudo isso que te falo.

Volte-se para o ar, os mares, as flores... Isso é o que você é, e não podereis deixar de ser. Não te direi Adeus, porque nunca irás saber o que isso significa. Apenas vá!. Se pensares voltar estarei aqui.

Vá! Vá! Pois, eu sou isso e tu és o vento.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Das coisas que sempre quis dizer

Das manhãs desejosas que tive, quis sempre ouvir seus passos pela entrada da escola. Dos passos suaves que dava a harmonia do seu riso eu contemplava-os. Do seu gesto singular rindo para mim; era um convite a passear nos bosques Divino.

 Do encanto de suas mãos, Derlanie é a coisa mais doce para mim. É a música eterna aos meus ouvidos o seu nome.

 Da vontade extrema que tenho a lhe falar de meus anseios, calo-me diante dos seus olhos castanhos claros. Em seu colo fico em silêncio, impedido de falar pelos seus beijos. Ela e eu nos beijamos até ser produzido a fragrância de um amor verdadeiro.

 Ela e eu nos perdemos um do outro para nos encontrar-mos aos fortes abraços. Das manhãs desejosas que tive, quis sempre ouvir seus passos pela entrada da escola. Dos passos suaves que dava a harmonia do seu riso, nunca tive coragem de dizê-la estas coisas.

Estação do Metrô Barro

Eu caminhava distraído no corredor da Estação de Metrô Barro. Para a minha sombra era o local que eu sempre olhava. Não enxergava mais nada além de coisas insignificantes. Dei alguns passos e junto com minha sombra sentei. Ficamos em silêncio por pouco tempo, até sermos atraído pelos olhos irradiante de Allana. Ao que nos parece nos comunicamos apenas por sinal. Aqueles dois acenos que fizemos foram como a mais longa conversa. No silêncio que ficamos, falava nossa alma pela janela dos olhos. Aquele olhar eramcomo flechas na mão do arqueiro, que ao longe não tinha obstáculos entre o trem que passava para me acertar. Vinha meu trem rumo ao terminal Recife, e apanhei um rumo ao coração de Allana.