Não tenho nada para dizer esta noite. Tento escrever, logo, apago o que escrevi.
Tentativas para uma frase sem sentido; novamente apago o que escrevo.
Não quero dizer nada que não venha ter sentido, há não ser que, o eu venha dizer sem sentido, tenha sentido para alguma coisa.
Tento compreender o sentido das coisas. Sentidos, sentimentos, sensações... O que são essas coisas? Onde está o sentido dos sentidos, sentimentos e sensações? As explicações não as encontro nos meus livros, não as vejo nestas paredes as respostas que tanto almejo.
O sentido me foge quando necessito. Livros com variações diversas de seus autores. Papeis de ofícios e de cadernos a disposição; canetas pretas, azuis e vermelhas as mãos, porém, nada me traz a compreensão das palavras que eu queira dizer com sentido.
Reúno então, meus papeis. Escolho uma das canetas pretas e utilizo da minha razão moral para escrever em um dos papeis branco com letras maiúsculas que tenho sobre a mesa, que em enfim acho que tenha sentido:
“SENTIDO” é o que escrevo.
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